terça-feira, 18 de novembro de 2008

Rota dos Vinhos e Chateaux na França

Hoje começarei a publicar uma série de posts sobre como fazer a rota dos vinhos franceses passando pelos inúmeros castelos da região.
Saíndo de Paris existem várias maneiras de fazer esta viagem: dentro de uma excursão com guias especializados, de trem ou alugando carro.
Se optar pela excursão sugiro darem uma olhada no site da Cityrama. Eu muito provavelmente iria de carro, pois assim se fica mais livre para ir parando onde se quer e bem entende.
Uma passagem de trem saindo de Paris com destino a Bordeaux sai mais ou menos por uns 80 euros e demora umas 3 horas para chegar.
Então vou começar a escrever sobre uma viagem saindo de carro alugado em Paris e seguindo por um roteiro de 6 noites que compreenderá Reims e a região de Champagne, Vale do Loire, Aquitaine, Bordeaux e Saint Emilion.
A primeira coisa a fazer é alugar um carro. Numa breve pesquisa descobri que o aluguel de um carro médio tipo station wagon (o Laguna Wagon da Renault, por exemplo) com capacidade para 4 pessoas e suas bagagens daria uma faixa de preço entre R$ 1.600,00 a R$ 2.000,00 pelo total de dias.
Saindo de Paris, sugiro começar a viagem por Reims`a 45 minutos da capital francesa.
Claro que o objetivo desta viagem é visitar as principais produtoras de champagne, como a Pommery, Veuve Clicquot, Moet et Chandon, Mumm, Taittinger entre outras.
O horário de visitas acontecem na sua maioria de segunda à sábado sempre que se forma um grupo de pessoas suficiente para o passeio e o número de taças servidas depende do tipo de ticket que você comprar.
Vinhedos da região de Champagne:


Mas além das produtoras de champagne Reims também tem pelo menos duas grandes atrações como a Catedral de Notre Damme e o Palácio de Tau.Esta foto é da Catedral:


Visite-os portanto.

Para se hospedar, sugiro que fiquem no hotel Hostellerie La Briqueterie que é um 4 estrelas no coração da região de Champagne, muito bonitp e simpático e que faz parte da rede Relais & Chateaux, com diárias à partir de 190 euros.
Em frente ao Palácio de Justiça encontra-se o Café du Palais que serve boa comida a preço de bistrô.Lembrando de que depois de tantas taças de champagne é imprescindível que se coloque alguma coisa no estômago, não é mesmo?
Amanhã publicarei a continuação, saindo de Reims e seguindo para o Vale do Loire.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Natal Em Paris

E como não consigo ficar muito tempo sem falar da minha amaaaaaada Paris e aproveitando que já estamos perto do natal, que tal ver como é a cidade luz em época de papai-noel?

Champs Elysées iluminada:



Fachada das Galleries Lafayette:


Interior das Galleries Lafayette. Repare na grande árvore que a Chanel montou:


Fachada do hotel Le Bristol:


Decoração de natal da Printemps:


Patinação no gelo em frente ao Hotel De Ville:


Paris no clima:


Vitrine da Ralph Lauren:


O "bolo" de natal criado por Givenchy a pedido da famosa casa Lênotre:


Geeeeeeeeente, quem estiver a fim de me dar um presentão de natal, adoraria ganhar passagens+ diárias no Le Bristol+ vale-compras nas Galleries Lafayette, aliás fica logo a dica para os meus amigos invisíveis da vez...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Natal Em Nova Iorque. Corra Que Ainda Dá...

Ontem comecei a arrumar a minha casa para o natal. É muito bom enfeitar a árvore quando se tem crianças em casa, meus filhos ficam o tempo todo querendo me "ajudar" e vão colocando as bolas de natal aqui e ali, depois quando acaba sem que eles percebam eu vou ajeitando uma ou outra coisa que não ficou boa e no final fica todo mundo satisfeito e orgulhoso de sua criação.
Lembro-me que quando tinha 12 anos fui morar com minha mãe nos Estados Unidos e lá passei um natal de sonhos, com direito a dezenas de presentes, lareira com meiões pendurados cheios de doces e visita a Disneyland na manhã do dia 25 de dezembro.Simplesmente inesquecível!
Anos mais terde fui a Nova Iorque com meu marido também pela época de natal e realmente fiquei com a impressão de que nenhum outro país sabe aproveitar melhor o clima natalino como os E.U.A...
Sabe andar pela rua e dar de cara com uma árvore de natal humana cantando White Christmas? Pois é, isso acontece por lá.
Avenidas enfeitadas, flocos de neve caindo, árvores iluminadas por todo o canto, papai-noéis em todas as esquinas e gente, muita gente, principalmente nas imediações da Broadway e do Rockfeller Center, a expressão máxima do natal na cidade com sua famosa árvore gigante.
Se você está pensando em proporcionar para os seus filhos uma experiência de sonhos, ou simplesmente quer passar um natal inesquecível com sua cara-metade, veja estas fotos:
Dois ângulos do Rockfeller Center:



O Hyatt Hotel onde me hospedei com meu marido:


Fachada da Macy's


Vitrine da Bloomingdale's


Assista à um musical da Broadway cujo tema seja natalino, visite as grandes lojas e enfrente a enorme fila que se forma para ver de perto as vitrines de natal, leve seus filhos na Fao Schwartz, a loja de brinquedos mais linda do mundo imortalizada por Tom Hanks no filme Quero Ser Grande, visite o museu de cêra Madame Tousseau, patine no gêlo no Rockfeller Center e lanche no Dean & De Luca como fazem os novaiorquinos.
Almoce no Tavern On The Green que fica dentro do Central Park e arrisque jantar no chic Le Circle, fazendo as reservas com bastante antecedência.
Se a crise econômica mundial não for um problema para você, ainda dá tempo de sentir o gostinho de natal de Nova Iorque, várias operadoras oferecem pacotes para esta época.
Ai, natal em Nova Iorque, que saudade que me dá...

James Bond e Luxo

Ontem fui ver o novo episódio da franquia 007, o Quantum Of Solace.
Achei o filme bem legal, como já imaginava e cheio de cenas de muita ação, o que realmente me faz pensar que estamos na era da força física e não mais da antiga sutileza e porque não dizer elegância com que os antigos double o seven resolviam suas pendengas.
Senti falta, por exemplo, das marcas registradas do super agente, como a champagne que só podem ser Taittinger, Bollinger e Dom Perignon.
E mais do que tudo, das locações cheias de charme dos filmes de outrora. Neste quesito, aliás, o Cassino Royale foi um verdadeiro cartão postal.
Lembro-me bem que fiquei completamente fascinada com a beleza de uma das locações, justamente a cidade e o hotel onde James fez o Le Chiffre engolir a seco quando ganhou uma partida de pôquer depois de ter sofrido um enfarte provocado pelo seu inimigo da vez...
Lembrei-me então que este hotel eu já tinha visto antes, em outro filme, desta vez uma despretensiosa comédia estrelada pela ótima Queen Latifah que leva o nome de As Férias de Minha Vida (2006).
Investiguei e descobri que o maravilhoso hotel é o Grand Hotel Pupp, localizado no centro de Karlovy Vary, na República Tcheca.Com mais de 200 anos de história, o Grand Hotel Pupp já recebeu hóspedes do quilate de Johan Sebastian Bach, o czar russo Pedro, O Grande e a imperatriz da Austria Marie Therese dos Habsburgos.
Os gênios compositores Richard Wagner, Antonín Dvořák e Ferenc Liszt também fizeram parte da lista de hóspedes do hotel, que mais recentemente recebeu as visitas de Whoopi Goldberg, ator Gregory Peck, Alan Alda, Michael Douglas, a atriz italiana Ornela Muti além do mundo político representados por personalidades como o rei da Espanha Juan Carlos.
Querem ver fotos?
Do hotel:





Da vista do quarto:

Da linda cidade Karlovy Vara:




Apesar da opulência, o Grand Hotel Pupp é um luxo acessível para quem quiser gastar um mínimo de 154 euros, que é como começa a diária de um quarto duplo no hotel, em baixa temporada. Agora, para quem quer e pode se hospedar com o mesmo luxo de James Bond, sugiro a suíte presidencial, pela bagatela de 1.500 euros a diária.
James Bond pode até arriscar a vida, mas não arrisca nada quanto o que está em jogo é luxo e conforto. Disso, ele entende!

Serviço:
GRANDHOTEL PUPP DE LUXE
MIROVE NAMESTI 2A
KARLOVY VARY KARLOVY VARY 36091
Czech Republic

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Que Fazer Quando A Mala É Extraviada?


Na minha última viagem, aconteceu o pesadelo básico de todo turista: minha mala foi extraviada e não chegou logo quando eu aterrisei em Barcelona.
O que fazer quando algo assim acontece?
Bom, em primeiro lugar é bom saber nem que seja um pouquinho de inglês se a viajem é no exterior, pois você precisará explicar o que aconteceu e dar informações sobre como é a sua mala: tamanho, cor, modelo, etc...
A primeira coisa a fazer quando se viaja principalmente ao exterior é providenciar uma mala de mão que contenha algumas peças de roupas e acessórios básicos como duas mudas de roupa íntima, uma calça comprida, uma blusa de malha e uma blusa mais fina para sair à noite. Também é bom levar escova de dentes, desodorante e aquelas amostrinhas de perfume que toda mulher tem em casa, lembrando que na mão só se pode levar até 100ml de líquido e até 5 kg de peso.
Se a mala se perdeu você deve imediatamente procurar o balcão específico para apresentar a queixa. Descreva a sua mala com o máximo de detalhes e jamais viaje sem que a mala esteja identificada.Daí você vai receber um documento com o número de protocolo desta queixa.O nome deste documento é RIB.
Se a empresa se negar a fornecer o RIB, procure o balcão da ANAC que vai intimar a empresa e tomar as primeiras providências para que você receba sua mala de volta.
A companhia aérea tem o direito e o dever de lhe devolver a mala em 24 horas sem ter que pagar nada a você por isso. Depois deste prazo ela é obrigada a lhe pagar uma quantia que cubra despesas provenientes da perda, como para compra de roupas, etc...A TAM por exemplo, paga ao passageiro 50 U$ por dia enquanto a LAN paga em torno de 100 U$
Portanto levem este valor em consideração na hora das compras.O viajante também tem a opção de declarar todo o conteúdo da mala antes do embarque, para isso as empresas aéreas cobram uma pequena taxa. Acho válido quando se quer levar um casaco mais caro ou bolsa de marca, desde que tenha a note fiscal para apresentar e comprovar o valor da mesma...Lembrando que jóias, aparelhos eletroeletrônicos, documentos e valores em dinheiro não são aceitos na declaração.
Se o conteúdo da mala não for declarado, a empresa aérea pagará uma indenização em torno de 400 U$, não mais que isso. SE o viajante ainda assim se encontrar insatisfeito, deve procurar o PROCON para abrir queixa e tentar uma indenização maior.
Algumas pessoas tentam, na volta, abrir processo contra a empresa aérea cobrando indenização por danos morais e aí, muita gente tenta levar vantagem. Acreditem, já ouve gente pedindo indenização de empresa por ter perdido na mala extraviada a aliança de casamento! Ora, quem vai acreditar???
Outra coisa importante é que a mala só é considerada oficilamente extraviada caso ela não reapareça em 45 dias.
Por isso, o melhor é rezar para que esse terrível incidente jamais aconteça com a gente.
No meu caso, a empresa me devolveu a mala em 24 horas. Tive despesas decorrentes do fato, pois acabei tendo que comprar algumas peças de roupa para passar o dia, tipo camiseta e tal, mas acabei incorporando às infalíveis comprinhas de viagem e pronto...
O negócio é torcer para que não aconteça com a gente, levar na mala o mínimo de objetos valiosos possíveis e trazer na mala de mão o indispensável para passar pelo menos um dia e meio sem mala.
Ok?

sábado, 8 de novembro de 2008

Vou Voltar Pra Minha Terra...

Último dia em Lisboa e resolvemos terminar por onde a maioria começa: visitando a Torre de Belém, o Padrão do Descobrimento e o Mosteiro dos Jerônimos. Não sei nem dizer qual o mais lindo!
Mosteiro dos Jerônimos

Padrão do Descobrimento

Torre de Belém


O que vocês acham?
Com este céu azul que estava fazendo em Lisboa qualquer fot sai bonita, não é mesmo?

Depois do passeio fomos à tradicionalíssima Fábrica de Pastéis de Belém, onde nos acabamos de tanto comer bolinho de bacalhau e, claro, os tão falados pastéis.
Já tinha comido antes mas o tempo vai passando e a gente acaba esquecendo do quanto eles realmente são melhores de todos os outros fabricados por aí...

Era nosso último dia, ainda tinhamos umas comprinhas para fazer e nem deu para aproveitar como eu mais gostaria, que é sentando em um café e ficar vendo a vida passar. Até sentamos, no À Brasileira bem no coração do Chiado e reduto de gente descolada, mas não deu pra ficar muito tempo, pois outra atração ainda nos aguardava:

O Fado!

Fomos assistir à um show de Fado na casa O Faia, bem tradicional, claro que cheio de turistas, mas com cardápio ok, um bacalhau à lagareira mais do que satisfatório

e excelentes cantores. Para quem gosta de fado, recomendo! Eu adoro! Assisto e fico com vergonha de mim mesma pois logo desato a chorar, emocionada. Será que numa outra vida já fui lisboeta?

E ao final do Fado, rumamos para o Bairro Alto atrás de mais agito. Gente, aquilo estava uma loucura, um verdadeiro círio de nazaré, ordas e ordas de jovens em cada cantinho das ruas, os bares lotados, muita música, definitivamente a noite mais agitada da Europa. Não imaginava isso dos nossos irmãos portugueses, que surpresa boa!

E depois, hora de se despedir. E a coisa mais difícil, despedir-me do meu irmão, com aquela dor no coração que só eu sei como é. Dor de deixar para trás um pedaço da gente, que eu não sei quando terei perto de mim novamente.
Minhas viagens para a Europa são sempre assim, intensas, maravilhosas e com despedida triste no final. Já me acostumei, já sei que vai ser sempre assim, mas que dói quando chega a hora de dizer adeus, isso dói.
A noite acaba, meu irmão vai ficar curtindo mais um pouco, o último abraço do dia, e do ano. Entro no taxi chorando baixinho que é pra não entregar, sou uma menina orgulhosa. E sigo chorando até o hotel...
E no hotel lembro que tenho coisas para colocar na mala, não posso esquecer da mala de mão, dos presentes das crianças, amanhã vou ver meus filhos de novo, estou morta de saudades deles, ai a minha caminha me esperando, finalmente vou poder dormir sossegada e aí paro e penso que amo sim viajar, mas voltar para casa também tem o seu valor.
Lembro do meu querido irmão que vai continuar sua vida como imigrante europeu e de mim, que amanhã já não serei mais a turista-louca-por-novidades e sim a mãe da G, J e J.P
Uma lágrima ainda corre no rosto. É a lágrima que fica. O que vai no meu rosto, é um largo sorriso de saber que ano que vem estarei eu aqui novamente, talvez não em Lisboa mas certamente no Velho Mundo descobrindo novas coisas , novos caminhos e histórias antigas. Ano que vem.
Pois amanhã, o dia será dos meus filhos!
E assim é a minha boa e doce vida.
Próximo post, novos assuntos... Beijo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Meu irmão e o Pavilhão Chinês


Eu, magérrima e com uns 10 anos, na companhia do meu irmão da mesma idade, na fazenda de nosso pai, chamada Santa Julia que na minha opnião deve ter algo a ver com a imagem que meu sonhador papai tinha de sua filhinha...
Hoje vou contar duas histórias: uma de uma das pessoas mais marcantes que já conheci, meu irmão. A outra, de um dos lugares mais diferentes que já fui: o Pavilhão Chinês.
Meu irmão e eu nascemos com a impressionante diferença de apenas 10 meses de idade. Isso equivale a dizer que quando eu tinha apenas 1 mês de vida, minha mãe se descobriu grávida novamente o que por si só já dá a ela direito a reserva de camarote vip de seu lugar ao céu!
Portanto eu literalmente cresci com ele.
Quando crianças e mais adolescentes brigávamos alucinadamente! Eu, a festeira, popular, bagunceira e até um pouco egoísta, dessas que acha que sua própria diversão vem sempre em primeiro lugar, reconheço.
Ele, o intelectual, reservado, tímido, organizado, detentor das melhores notas de todo o colégio, o queridinho de minha mãe, eu sempre fui mais a menininha do papai.Tenho certeza de que nossos pais esperavam papéis bem diferentes do que hoje temos. Acho que minha mãe via o meu irmão empregado em alguma multinacional, pai de familia, sossegado e calmo. E eu, acho que nem me atrevo a pensar o que ela achava que minha vida seria...
O fato é que em algum lugar de nossas vidas, nossos papéis se inverteram. Ele rompeu com os paradigmas e com tudo o que esperavam dele e foi viver sua vida intensamente. E eu me descobri feliz sendo a (não tão) calma esposa de um advogado e mãe de três filhos.
E acho que isto foi fator decisivo para que nós nos aproximássemos e nos entedessemos como ninguém. Pois onde estou hoje, ele já esteve. E onde ele está hoje eu também já estive.Ele sabe o que é ter a pressão de continuar mantendo a imagem do que agora esperam de mim, que é ser o mais próximo da perfeição o tempo todo. E eu sei que não é fácil ter a imagem de bad boy quando na verdade tudo o que se quer é ser verdadeiro consigo mesmo e viver a vida em que acredita!
Será que quando ele ler isto vai concordar comigo?
Eu e meu irmão vivemos separados pela enorme distância de um oceano, 12 horas de avião e alguns milhares de euros. Acho que o amor que sentimos um pelo outro é maior ainda que a distância que nos separa. E assim,nós tentamos sempre nos encontrar o mais que seja possível e este ano conseguimos o feito por duas vezes, uma em julho, em Paris que é nossa cidade favorita, outra agora nesta viajem em Lisboa.
E foi no Pavilhão Chinês que marcamos o nosso encontro, sempre tão esperado!
O Pavilhão Chinês é diferente de tudo o que eu esperava encontrar em um bar em Lisboa. Primeiro porque não tem cara de chinês. Soube que o lugar foi uma antiga mercearia que já tinha este nome, no princípio do século XX.
Quando se chega ao Pavilhão Chinês, que possui uma fachada simples e discreta, se encontra a porta fechada. Toca-se a campainha e espera-se o garçom que abre a porta e nos conduz para uma viagem ao espanto.
Não sei qual a impressão maior: se entramos na casa de uma tia maluca que tem por mania guardar todas as quiquilharias do mundo ou se estamos diante de algum museu excêntrico, desses que a gente encontra em Londres ou Amsterdam.



A primeira imagem é da minha câmera, as outras peguei
aqui
e aqui

É que o lugar, enorme, cheio de salas, é repleto de prateleiras e armários envidraçados abarrotados de coleções que vão desde a soldadinhos de chumbo, bonecas de porcelana, aviõezinhos de guerra, à uma espetacular coleção de bonecos fazendo aquela expressão com os braços que indicam que estão dando uma banana,sabe? E quando eu digo abarrotado, é abarrotado mesmo, do chão ao teto.
Depois de uma breve circulada pelo lugar, sentamos na sala principal e nos deparamos com mais uma surpresa: o livro cardápio,uma obra de arte de 82p em formato livro, repleto de ilustrações divertidas, da autoria de Luís Pinto Coelho, e que reportam à cultura boémia, dos clubes ingleses ou dos cabarés franceses, entre a caricatura e uns toques de erotismo, com muitas pin-ups à antiga.
Chás, chás e mais chás,do Ceilão, Índia, Formosa, China, Japão, Geórgia, Nepal ao Quénia, fazem parte do menu...
A lista de cocktails também é enorme e praticamente tudo o que você ousar beber, encontrará ali.
Somente para comer é que não se acha muita coisa, alguns sanduíches, embutidos e só.
Na última sala, a única em que se pode fumar, duas mesas de jogo para os que apreciam.
E o melhor de tudo para mim: sentar e ficar observando a reação dos turistas que chegam ao bar pela primeira vez e ficam olhando tudo com aquela cara de quem não sabe ao certo se é pra rir ou levar a sério um lugar como aquele...
E uma vez lá com meu irmão, nós que esperávamos fazer apenas uma horinha lá, fomos ficando, ficando, bebendo, bebendo, a música estava ótima e cada vez mais descobríamos outra coleçãozinha maluca para olhar, quando vimos já beirávamos as primeiras horas da manhã, fomos os últimos a deixar a casa.
Definitivamente meus encontros com meu irmão estão se tornando insuperáveis no quesito charme.
E definitivamente eu recomendo: uma vez em Lisboa, vá ao Pavilhão Chinês. Depois você me conta...

Serviço:
Pavilhão Chinês
TELEFONE
213424729
LOCAL
Lisboa, R. D. Pedro V, 89
HORARIOS
Segunda a sábado das 18h00 às 02h00
Domingo das 21h00 às 02h00
PREÇO
Consumo obrigatório. Cocktails 7,50€; chás 4,50€; cerveja 3€ (garrafa 3,50€ / caneca 5€); whisky novo 6€; whisky velho 10€.
OBSERVAÇÕES
"Cocktails" preparados no momento; sugestão: coktails "Pavilhão Chinês" e "Vaca Gorda". Encerra apenas a 24 e 25 de Dezembro.
MUSICA
Jazz, Variada, Clássica, Ambiente